Nos meus poucos anos de vida, os círculos sociais onde participo mudaram bastante, nada que eu não esperava. Por vezes conhecemos pessoas que nos fazem cativos instantaneamente.
Quando conheces alguém pela primeira vez na tua mente ponderas sempre a possibilidade de encontrar um par, alguém com quem podes partilhar momentos. A verdade é que a grande maioria das pessoas não te diz nada, mas depois tens aquelas que carregam uma certa numinosidade.
O engraçado são as microinterações que a tua mente extrapola. Não são suficientes para conheceres, mas basta para criares uma narrativa na tua mente sobre esta pessoa. Quer seja boa ou má a tua interpretação é imediata e é apenas o que te resta. Encapsulamos as pessoas em ideias congeladas no tempo, não deixamos que a sua história pessoal se desenvolva. Ficam como estátuas de gelo, sem complexidades, são transparentes.
Aqueles que deixamos ficar por perto acompanhamos a sua narrativa o que nos permite crescer com eles e entender que as pessoas são muito mais do que apenas um momento na nossa experiência pessoal. Da próxima vez que interagires com alguém novo fica atento, estás genuinamente interessado nesta pessoa ou ficaste outra vez preso na imagem que criaste dela?
Se chegaste até aqui obrigado pela atenção.




